terça-feira, 2 de outubro de 2018

Chegamos ao fim de mais uma etapa! E os vencedores são ...





Campinas - Foi finalizada mais uma etapa do Projeto MPT na Escola 2018! Depois de dois dias de avaliação e mais de 120 trabalhos analisados, finalmente foram definidos os vencedores.


Não foi uma tarefa fácil eleger os melhores entre tantos trabalhos excelentes mas a Comissão Julgadora, composta pelos Procuradores do Trabalho da PRT da 15ª Região, Dra. Luana Lima Duarte Vieira Leal, Dr. Marco Aurélio Estraiotto Alves e Leal e Dr. Paulo Penteado Crestana, enfim chegou ao resultado final. 

Foram escolhidos 6 vencedores da faixa etária de 4º e 5º anos e 6 vencedores da faixa etária de 6º e 7º anos e os selecionados da Etapa Regional estão concorrendo diretamente na Etapa Nacional, representando o Estado de São Paulo. 



Agradecemos e parabenizamos todos os participantes pelo envolvimento e engajamento nos trabalhos desenvolvidos. E os vencedores são ...

  • Vencedores dos 4º e 5º anos 

CONTO
Título: "A Infância Perdida"
Escola: EMEB Profª. Raquel dos Anjos Marcelino
Município: Leme
Aluna: Yasmin Camille Aranha
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Sílvia Helena dos Santos

CURTA-METRAGEM
Título: "Diga não ao Trabalho Infantil"
Escola: EMEIEF Prof. José Justino Castilho
Município: Limeira
Alunos: Caroline Ribeiro Maldonado, Maria Eduarda da Silva Santos, Marlon Augusto Mateus Saturnino, Talita Rosa de Lima e Yasmin Ximeni Santos.
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Ana Paula Beck Zacharias

DESENHO
Título: "Lados da Infância"
Escola: E.M. Eva Cordula Hauer Vallejo
Município: Atibaia
Aluno: Luiz Diogo Evangelista Pires dos Santos
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Elen Cristine Romantini Moraes

ESQUETE-TEATRAL
Título: "A Música da Alma"
Escola: EMEJAEF Zuleika Velloso
Município: Pirassununga
Alunos: Luiz Felipe Alves Saleme, Kemilly Eloá de M. Batista, Maria Rita Ferreira, Sabrina Alice de Oliveira Santiago, Yasmin Luara Ranzoni, Givanaldo da Silva Cordeiro, Abner Kauã Nunes de Oliveira e Jorge Luís Afonso das Dores
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Carolina Cabianca Ramos

MÚSICA
Título: "Lá na Roça"
Escola: E.M. Eva Cordula Hauer Vallejo
Município: Atibaia
Alunos: Filipe Bonani de Moraes, Emanuele Monsão Nogueira, Isabella Faria de Souza, Maria Vitória do Santos Fernandes e Vitória Silva Machado.
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Elen Cristine Romantini Moraes

POESIA
Título: "Santo Trabalho na cidade da Mãe"
Escola: EMEF Profª. Maria Conceição Pires do Rio
Município: Aparecida
Aluna: Ana Lívia de Castro Ferreira Coelho
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Diego de Castro Galdino Dias de Oliveira

  • Vencedores dos 6º e 7º anos 

CONTO
Título: "A Vida de Lucas"
Escola: EMEB Basílio Consoline
Município: Itatiba
Aluno: João Carlos Silva de Araújo
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Roseli Merli Martins

CURTA-METRAGEM
Título: "História de Júlia"
Escola: EM Pref. Joaquim Pires Sobrinho – Uni. II
Município: Jaguariúna
Alunos: Adriane Cristina Almeida, Joana Araújo, Juliana Gressoni Lacerda, Maria Júlia Pereira e Milena Silva Souza.
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Ely Cristina de Almeida Godoy

DESENHO
Título: "Os Contrastes da Infância"
Escola: E.M. Prof. Mário Bergamasco
Município: Jaguariúna
Aluna: Pâmela Juliano
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Ely Cristina de Almeida Godoy

ESQUETE-TEATRAL
Título: "Trabalho Infantil no Trânsito"
Escola: EM Cel. Amâncio Bueno
Município: Jaguariúna
Alunos: Ana Caroline Ronchi Campos, Ana Gabriela Silva Taborda dos Santos, Bruna Giovana Ruiz, Camily Vitória Silva Fante, Isabella Goes Marques, Júlia de Araújo Faria, Júlia Vitória Lima Oliveira, Pâmela Assis Ferreira, Paulo Henrike Dhuno Galoro e Pedro Henrique Gonçalves Falcirolli.
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Ely Cristina de Almeida Godoy

MÚSICA
Título: "Denuncie Já"
Escola: EMEF João Ruffino
Município: Santa Gertrudes
Alunos: Flaviane Gabriele N. Carneiro, Hotávio Oliveira Lima, Karine da Silva Santos, Letícia Pereira Eller da Silva e Thalita Pereira Sales.
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Giane Cristina Brassoloto Correia

POESIA
Título: "Eu quero uma infância digna"
Escola: EMEB Prof. Erotides de Campos  
Município: Charqueada
Aluna: Bianca Marchesin Schiner
Coordenador (a) Municipal do Projeto: Andréia A. Bortolli Faganello


A entrega dos prêmios aos vencedores do Prêmio MPT na Escola – Etapa Regional será realizada em Sessão Solene, promovida pela Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região. A data, hora e local serão definidos e divulgados oportunamente aos Coordenadores do Projeto em cada município.



Os trabalhos vencedores na Etapa Regional concorrerão diretamente na Etapa Nacional e fica a Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região - Campinas responsável por suas inscrições. A PRT 15 também divulgará os vencedores na Etapa Nacional e a entrega dos respectivos prêmios será realizada em Sessão Solene, promovida pelo MPT, em Brasília, no dia 28 de novembro de 2018, às 14hs.


Aos Coordenadores Municipais do Projeto que tiveram trabalhos vencedores, fiquem atentos para o nosso breve contato.

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Nos cabe alertar também que este ano, infelizmente, tivemos um número considerável de desclassificação. Por não cumprirem requisitos descritos no Edital Regional, 23 trabalhos foram desclassificados sem avaliação. Alguns motivos foram:


Conto:
- Não ter a quantidade mínima e máxima de linhas.


Curta-Metragem:
- Não ter o tempo mínimo;
- Ter mais de 5 participantes;


Esquete-Teatral:
- Não ter o tempo mínimo;


Desenho:
- O vídeo não comprova que o desenho foi realizado pelo (a) aluno (a);
- Foi realizado por mais de uma criança.


Música:
- Paródias.


De qualquer forma, o objetivo de fomentar a participação de crianças e adolescentes nas ações de mobilização, conscientização e prevenção do trabalho infantil foi atingido e ano que vem tem mais Projeto MPT na Escola!



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Trabalhos estão sendo avaliados e resultado será divulgado na 1ª semana de Outubro!



Campinas - Chegando ao fim o prazo de envio dos trabalhos selecionados para representar os municípios no Prêmio MPT na Escola 2018, 28 cidades concorrem nas modalidades Conto, Curta-Metragem, Esquete Teatral, Desenho, Música e Poesia. Os municípios de Americana, Aparecida, Araras, Atibaia, Bragança Paulista, Campinas, Charqueada, Cordeirópolis, Itapira, Itatiba, Itú, Itupeva, Jaguariúna, Jundiaí, Leme, Limeira, Mogi Guaçu, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Pirassununga, Rio Claro, Santa Bárbara D'Oeste, Santa Gertrudes, Sumaré, Valinhos e Vargem Grande do Sul, por meio de seus Coordenadores do Projeto, equipe pedagógica e alunos, se mostraram muito engajados na execução da tarefa e estão dando bastante trabalho para a Comissão Julgadora.

O primeiro dia de avaliação dos trabalhos já aconteceu e ainda tem muito resultado para ser definido ainda nessa semana, quando se encerra o prazo de julgamento. O resultado dos vencedores na etapa regional será divulgado na 1ª semana de Outubro e até o dia 10 do mesmo mês serão feitas as inscrições dos trabalhos que representarão o Estado de São Paulo na etapa nacional.

Fiquem de olho nas próximas notícias...

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O prazo está acabando, então mãos à obra!

Campinas - Com menos de três semanas para o fim do prazo de envio dos trabalhos para o Prêmio MPT na Escola 2018, os municípios e seus alunos estão a todo vapor!

O Município de Jaguariúna, por exemplo, compartilhou algumas fotos de como está sendo o trabalho em sala de aula e todo o engajamento dos alunos na realização dos trabalhos. 

Confira abaixo:













 Parabéns Jaguariúna! É muito bom ver o comprometimento de todos vocês!

Lembrem-se! 
O prazo para envio dos trabalhos é até o dia 17.09.2018.


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Projeto "Combate ao Trabalho Infantil" em ação!

Campinas - Com o fim do recesso escolar, o Município de Santa Cruz da Conceição também deu início aos trabalhos do Projeto MPT na Escola 2018. 

Após receberem as orientações necessárias para a realização das atividades propostas, os professores dos quartos e quintos anos das escolas de ensino fundamental trabalharam com os materiais de Combate ao Trabalho Infantil em sala de aula. Confira as fotos abaixo.

O Município também distribuiu cartazes pelas unidades educacionais e por prédios públicos. 












Parabéns Santa Cruz da Conceição!


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O Projeto MPT na Escola 2018 já começou!

Campinas - Após a Oficina de Capacitação de Educadores do Projeto MPT na Escola 2018, realizada para orientar sobre a edição deste ano, os professores e coordenadores já começaram a colocar em prática todas as informações obtidas durante o encontro. O Município de Pirassununga, por exemplo, logo tratou de realizar uma reunião com os educadores da Rede Municipal e registrou tudo.


Com a coordenação de Cláudia Serra, Vanessa Andreazzi, Simone Sarzi, Fábio Prado e Almir Ferraz (Equipes de Divisão de Ensino e Divisão de Atenção à Criança e ao Adolescente), os docentes se reuniram no último dia 24, na Secretaria Municipal de Educação, para receber as orientações e debater sobre a aplicação do Projeto MPT na Escola em sala de aula.



Confira as fotos abaixo:











Parabéns ao Município de Pirassununga pelo comprometimento e envolvimento!



sexta-feira, 29 de junho de 2018

Educadores de 38 municípios são capacitados para o projeto MPT na Escola, em Campinas



Educadores de 38 municípios são capacitados para o projeto MPT na Escola, em Campinas



Campinas – Na última quinta-feira (21), o Ministério Público do Trabalho ministrou em Campinas a oficina de formação para educadores do projeto “MPT na Escola”, com a participação de representantes dos órgãos de ensino de 38 municípios da região de Campinas. O evento, que contou com a participação de 375 pessoas, foi realizado no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O projeto deve atingir mais de 65 mil alunos em 337 escolas municipais.
Participaram representantes dos municípios de: Americana, Aparecida, Araras, Atibaia, Bragança Paulista, Caconde, Campinas, Cordeirópolis, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Itu, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jundiaí, Leme, Limeira, Mogi Guaçu, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedra Bela, Pedreira, Piracaia, Piracicaba, Rio das Pedras, Rio Claro, Santa Bárbara D´Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santo Antônio do Jardim, Sumaré, Vargem Grande do Sul e Valinhos. As cidades de Charqueada, Divinolândia e Pirassununga não enviaram representantes ao evento, mas também participarão do projeto, totalizando 41 municípios.
A oficina, que contou com a abertura da procuradora-chefe do MPT Campinas, Maria Stela Guimarães De Martin, possibilitou a capacitação de multiplicadores responsáveis por levar o tema trabalho infantil para ser debatido dentro das salas de aula, de forma a combater a prática, inclusive envolvendo os pais dos estudantes no debate ao longo do programa. Os representantes dos municípios que aderiram ao projeto receberam material didático e orientações para desenvolver a temática nas escolas municipais e comunidades em seu entorno.
A capacitação teve início com palestra da escritora Anna Luiza Calixto Amaral, ativista contra o trabalho infantil e responsável pelo projeto Os Cinco Passos, que trabalha o protagonismo infanto-juvenil nas escolas de todo o país. Ela falou da importância da garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes como forma de transformação social. “Nós precisamos destruir algumas barreiras e construir, de fato, uma política de garantia de direitos que faça com que crianças e adolescentes se sintam representadas pela nossa lei”, disse.
De forma bastante articulada, a adolescente de 17 anos citou a necessidade de “descontruir” a imagem negativa que alguns jovens têm de instituições como o Conselho Tutelar, exortando os educadores e trabalharem a importância da rede protetiva à criança dentro de sala de aula, usando como analogia as três engrenagens que devem sempre trabalhar juntas: a união, a força de vontade e o compromisso. “A gente deve começar a construir essa ideia da participação de crianças e adolescentes, não só nos espaços políticos, mas nos espaços de garantia dos seus direitos”, afirmou.
Na sua exposição, o vice-coordenador nacional da Coordinfância, (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes), Ronaldo Lira, chamou atenção dos riscos do trabalho precoce ao desenvolvimento físico, emocional e profissional de crianças e adolescentes. A palestra teve como objetivo dar aos educadores um contexto histórico e jurídico da prática ilegal. “É importante refletirmos o porquê desse quadro ainda existir em quase todos os países do mundo, em especial os países em desenvolvimento, dentre eles o Brasil”, explicou.
Lira evoluiu sua exposição para os casos de acidentes de trabalho notificados ao Ministério da Saúde, destacando os segmentos econômicos mais perigosos e com maior número de ocorrências. De acordo com o SINAN, 236 crianças e adolescentes morreram enquanto trabalhavam em atividades perigosas entre 2007 e 2017. No mesmo período, 40 mil sofreram acidentes, dos quais mais de 24 mil foram graves, como fraturas e amputações de membros.
“É importante falar de trabalho infantil e de prevenção de acidentes, porque as crianças se acidentam no trabalho, adolescentes morrem no trabalho. Então o nosso desafio é mostrar porquê criança não pode trabalhar e porquê o trabalho do adolescente tem que ser protegido. O ambiente de trabalho possui riscos. Segurança começa na própria casa, e é por isso que é fundamental falar de segurança na escola”, alertou.
Finalizando a capacitação na parte da manhã, o desembargador João Batista Martins César, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, trabalhou com propriedade a parte conceitual do trabalho infantil, o que é, como ele pode repercutir de forma negativa na economia de um país e na vida social das famílias, dando especial atenção à cultura vigente no nosso país, que contribui para a manutenção da prática. “Quando a gente fala em trabalho infantil, nós enfrentamos o fator cultural, em que as pessoas já falam: ‘é melhor trabalhar do que roubar’, ‘é melhor trabalhar do que ficar na rua’. É uma coisa bipolar, parece que não tem outra coisa que a criança e o adolescente possa fazer. E tem. É para isso que a gente tem que lutar por uma escola pública de qualidade, atrativa e em tempo integral. Então esse deve ser o nosso foco, o nosso objetivo”, afirmou.
João Batista falou sobre as garantias constitucionais concedidas às pessoas menores de 18 anos e também sobre convenções internacionais e dispositivos legais, como o Estatuo da Criança e do Adolescente (ECA), que conferem proteção integral à infância. “O trabalho infantil deveria ser proibido no nosso país até os 17 anos, até que se complete o mínimo de educação que vai poder colocar o jovem no mercado de trabalho globalizado, em uma indústria que está chegando a 4.0. Então essa qualificação básica para a ingressão no mercado de trabalho é o espírito da lei”, disse, fazendo um comparativo com países como o Japão, onde apesar da idade mínima permitida ser de 16 anos, a grande maioria ingressa no mercado após cursar uma faculdade.
Na parte da tarde, os procuradores Luana Duarte e Paulo Crestana aprofundaram o diálogo na parte conceitual do trabalho infantil e conduziram uma oficina dinâmica sobre a aplicação do material didático do projeto nas escolas de cada município.
Dinamismo – o material didático do projeto “MPT na Escola”, a ser utilizado nas salas de aula, possui conteúdo rico e bastante orientativo, e pode ser aplicado por educadores utilizando um método dinâmico, por meio da utilização de histórias em quadrinhos e atividades em grupo. Durante a capacitação em Campinas, os representantes de cada município puderam experimentar na prática, em oficinas pedagógicas, o método de ensino oferecido no kit. O material busca a conscientização sobre os malefícios e mitos do trabalho infantil, romper barreiras culturais de permissibilidade do trabalho infantil, capacitar e sensibilizar sobre os direitos da criança e divulgar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Premiação – no final do ano letivo, os alunos que produziram trabalhos culturais com a temática trabalho infantil, previstos no conteúdo programático do projeto, concorrerão a prêmios em âmbito regional e nacional. Um júri composto por especialistas no assunto deve se reunir para julgar os melhores trabalhos, que serão premiados em cerimônia especial.
Números - No Brasil, 2,5 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos são trabalhadoras (quando somados 1,8 milhão aos 716 mil que trabalham para consumo próprio). Os dados mais recentes são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) contínua, realizada pelo IBGE em 2016. 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Prêmio MPT na Escola reúne vencedores em Campinas


Campinas – Uma cerimônia cheia de música, sorrisos e alegria marcou a entrega do Prêmio MPT na Escola 2017 (Etapa Regional) na tarde dessa sexta-feira, 23 de fevereiro, no auditório do Ministério Público do Trabalho em Campinas. O evento reuniu cerca de 100 espectadores, entre estudantes, pais, professores e coordenadores do projeto nas escolas públicas de oito municípios da região - Americana, Atibaia, Campinas, Indaiatuba, Limeira, Mogi Guaçu, Santa Bárbara D´oeste e Sumaré.
Conto, curta-metragem, desenho, esquete teatral, música e poesia foram as categorias premiadas, reunindo um total de 19 trabalhos de alunos da rede pública do Ensino Fundamental, todos abordando o tema trabalho infantil.

A solenidade teve início com a apresentação dos trabalhos ganhadores: os estudantes foram à frente para mostrar à plateia toda a qualidade e criatividade dos seus projetos. Em seguida, os alunos vencedores receberam medalhas, troféus e bicicletas, e os professores e coordenadores dos melhores trabalhos ganharam troféus e um tablet cada. Os músicos do Instituto Anelo, organização sem fins lucrativos que atende jovens em vulnerabilidade usando a música como ferramenta de transformação social, encerraram a cerimônia com uma bela apresentação.











O procurador e vice-coordenador nacional da Coordinfância (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente), Ronaldo Lira, ressaltou a importância de crianças e adolescentes assimilarem, através da arte, a mensagem do combate ao trabalho infantil. “É um motivo de satisfação e alegria muito grande para o MPT poder passar um pouco da sua mensagem, um pouco do seu propósito e a campanha contra o trabalho infantil, tão bem desenvolvida pelos professores e educadores, pelos alunos que têm a criatividade de produzir trabalhos culturais. Isso é maravilhoso”, afirmou.

O procurador e vice-coordenador regional da Coordinfância na 15ª Região, Paulo Crestana, falou sobre o protagonismo das escolas no projeto. “Tenho certeza que, em 2018, vamos conseguir ampliar o projeto MPT na Escola, deixando a temática do trabalho infantil mais presente nas escolas. A premiação é só a cereja do bolo. Tudo o que está por trás do que vai acontecer aqui é muito importante”, disse.  

Por fim, a procuradora-chefe do MPT Campinas, Maria Stela Guimarães De Martin, parabenizou a todos os que participaram do projeto. “Parabéns a todos e, principalmente, às crianças que foram premiadas”.




Hospital de Amor – O Hospital de Câncer de Barretos, o Hospital de Amor, instituição parceira do MPT, contribuiu para o engrandecimento da cerimônia, disponibilizando às crianças a carreta da Missão Gênese, uma estação móvel de prevenção e educação sobre o câncer, projeto custeado com verba destinada pelo acordo Shell-Basf.

As crianças da Casa Ronald, convidadas para o evento, puderam participar da experiência, pela qual aprenderam sobre saúde, prevenção do câncer e hábitos saudáveis por meio de uma divertida brincadeira que envolveu jogos e tecnologia utilizando realidade virtual e captura de movimentos.

Além da Missão Gênese, os representantes do setor de educação do Hospital de Amor apresentaram aos educadores e às crianças do Ensino Fundamental I o projeto “Crianças como Parceiras”, já implementado em diversas escolas públicas do interior de São Paulo. Trata-se de um projeto de prevenção de câncer junto às escolas que atinge crianças de 6 a 10 anos de idade por meio de ações educativas sobre estilo e hábitos de vida saudável para a diminuição de riscos potenciais do câncer, utilizando material didático e plataformas online.





Sobre o MPT na Escola - O MPT na Escola é um projeto criado pela Coordifância para incentivar o entendimento de pais e alunos da rede pública de ensino acerca da proibição do trabalho de crianças e adolescentes, e torná-los replicadores da causa. Para isso, o envolvimento da escola, por meio de sua diretoria e de seu corpo docente, mostra-se essencial na transmissão da mensagem, sempre apoiados por treinamentos e material didático desenvolvidos especialmente para este fim, fornecidos pelo MPT.

Nas escolas, os educadores apresentam o conceito de trabalho infantil, as formas de proibição e as normas protetivas da criança e do adolescente. Os alunos também aprendem que é proibido o trabalho antes dos 16 anos fora do sistema de aprendizagem, o trabalho noturno, insalubre, perigoso e aqueles contidos no decreto federal nº 6.481/08, que lista as piores formas de trabalho infantil. O conhecimento adquirido é transmitido pelas crianças e adolescentes por meio de trabalhos culturais. Os melhores são premiados em etapas regionais e nacionais. 

Trabalho infantil - A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 1,8 milhão de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos trabalhavam no país em 2016, com carga horária média semanal de 25,3 horas. Deste total, a maioria se encontrava em situação ilegal.

O estudo também mostra que cerca de 30 mil crianças entre 5 e 9 anos de idade trabalhavam em 2016, ao passo que cerca de 160 mil crianças entre 10 e 13 anos se ocupavam em trabalho ilegal. Deste contingente, apenas 26% receberam algum tipo de remuneração, sendo que o rendimento mensal médio foi de R$ 141 para os meninos e R$ 112 para as meninas.

A pesquisa mostrou, ainda, que 47,6% das crianças de 5 a 13 anos que trabalhavam em 2016 estavam ocupadas em atividade agrícola; 24,7% em segmentos como construção, indústria, transportes e serviços; 21,4% no comércio e 6,3% em serviços domésticos.

Os vencedores do Prêmio MPT na Escola 2017, por categoria, são:

Conto - Victor Faria Rodrigues (E.M. Rosiris Maria Andreucci Stopa, Atibaia);
Curta-Metragem - José Rodrigues Silva Barbosa, Stefany Ferreira Gomes, Janisson Bernardino da Silva, João Afonso Justino e Raí da Conceição (EMEF Professor Geraldo Sorg, Mogi Guaçu);
Desenho - Emily Cristina Rosendo Scotti (EMEF Professora Marina Aparecida Rogério Paschoalotti, Mogi Guaçu);
Esquete Teatral - Livia Montrazio, Emely Miguell Moreira, Vitoria C. C. Mendonça, Maria Eduarda Rodrigues Reis, Thaina de Oliveira Sobrinho, Ellen Vitória da Silva Vela, João Marcos Rodrigues, Guilherme A. de Souza, Yasmin B. dos Santos Guedes, Karla R. de Lima, Geovana O. Bueno (E.M Professora Maria José Cintra dos Santos, Atibaia);
Música - Beatriz Aparecida Bueno de Oliveira, Camili Diniz Souza, Giovana Morentini M. da Silva, Juan Bueno dos Santos, Nicolas Vinicius de Andrade Pinto Ribeiro, Raiane Fernanda Azevedo Meciano e Vinicius Augusto Barbosa (E.M Eva Cordula Vallejo, Atibaia);
Poesia – Pedro Alexandre dos Santos (EMEF Avelino Canazza, Campinas).