sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O Projeto MPT na Escola 2018 já começou!

Campinas - Após a Oficina de Capacitação de Educadores do Projeto MPT na Escola 2018, realizada para orientar sobre a edição deste ano, os professores e coordenadores já começaram a colocar em prática todas as informações obtidas durante o encontro. O Município de Pirassununga, por exemplo, logo tratou de realizar uma reunião com os educadores da Rede Municipal e registrou tudo.


Com a coordenação de Cláudia Serra, Vanessa Andreazzi, Simone Sarzi, Fábio Prado e Almir Ferraz (Equipes de Divisão de Ensino e Divisão de Atenção à Criança e ao Adolescente), os docentes se reuniram no último dia 24, na Secretaria Municipal de Educação, para receber as orientações e debater sobre a aplicação do Projeto MPT na Escola em sala de aula.



Confira as fotos abaixo:











Parabéns ao Município de Pirassununga pelo comprometimento e envolvimento!



sexta-feira, 29 de junho de 2018

Educadores de 38 municípios são capacitados para o projeto MPT na Escola, em Campinas



Educadores de 38 municípios são capacitados para o projeto MPT na Escola, em Campinas



Campinas – Na última quinta-feira (21), o Ministério Público do Trabalho ministrou em Campinas a oficina de formação para educadores do projeto “MPT na Escola”, com a participação de representantes dos órgãos de ensino de 38 municípios da região de Campinas. O evento, que contou com a participação de 375 pessoas, foi realizado no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O projeto deve atingir mais de 65 mil alunos em 337 escolas municipais.
Participaram representantes dos municípios de: Americana, Aparecida, Araras, Atibaia, Bragança Paulista, Caconde, Campinas, Cordeirópolis, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Itu, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jundiaí, Leme, Limeira, Mogi Guaçu, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedra Bela, Pedreira, Piracaia, Piracicaba, Rio das Pedras, Rio Claro, Santa Bárbara D´Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santo Antônio do Jardim, Sumaré, Vargem Grande do Sul e Valinhos. As cidades de Charqueada, Divinolândia e Pirassununga não enviaram representantes ao evento, mas também participarão do projeto, totalizando 41 municípios.
A oficina, que contou com a abertura da procuradora-chefe do MPT Campinas, Maria Stela Guimarães De Martin, possibilitou a capacitação de multiplicadores responsáveis por levar o tema trabalho infantil para ser debatido dentro das salas de aula, de forma a combater a prática, inclusive envolvendo os pais dos estudantes no debate ao longo do programa. Os representantes dos municípios que aderiram ao projeto receberam material didático e orientações para desenvolver a temática nas escolas municipais e comunidades em seu entorno.
A capacitação teve início com palestra da escritora Anna Luiza Calixto Amaral, ativista contra o trabalho infantil e responsável pelo projeto Os Cinco Passos, que trabalha o protagonismo infanto-juvenil nas escolas de todo o país. Ela falou da importância da garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes como forma de transformação social. “Nós precisamos destruir algumas barreiras e construir, de fato, uma política de garantia de direitos que faça com que crianças e adolescentes se sintam representadas pela nossa lei”, disse.
De forma bastante articulada, a adolescente de 17 anos citou a necessidade de “descontruir” a imagem negativa que alguns jovens têm de instituições como o Conselho Tutelar, exortando os educadores e trabalharem a importância da rede protetiva à criança dentro de sala de aula, usando como analogia as três engrenagens que devem sempre trabalhar juntas: a união, a força de vontade e o compromisso. “A gente deve começar a construir essa ideia da participação de crianças e adolescentes, não só nos espaços políticos, mas nos espaços de garantia dos seus direitos”, afirmou.
Na sua exposição, o vice-coordenador nacional da Coordinfância, (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes), Ronaldo Lira, chamou atenção dos riscos do trabalho precoce ao desenvolvimento físico, emocional e profissional de crianças e adolescentes. A palestra teve como objetivo dar aos educadores um contexto histórico e jurídico da prática ilegal. “É importante refletirmos o porquê desse quadro ainda existir em quase todos os países do mundo, em especial os países em desenvolvimento, dentre eles o Brasil”, explicou.
Lira evoluiu sua exposição para os casos de acidentes de trabalho notificados ao Ministério da Saúde, destacando os segmentos econômicos mais perigosos e com maior número de ocorrências. De acordo com o SINAN, 236 crianças e adolescentes morreram enquanto trabalhavam em atividades perigosas entre 2007 e 2017. No mesmo período, 40 mil sofreram acidentes, dos quais mais de 24 mil foram graves, como fraturas e amputações de membros.
“É importante falar de trabalho infantil e de prevenção de acidentes, porque as crianças se acidentam no trabalho, adolescentes morrem no trabalho. Então o nosso desafio é mostrar porquê criança não pode trabalhar e porquê o trabalho do adolescente tem que ser protegido. O ambiente de trabalho possui riscos. Segurança começa na própria casa, e é por isso que é fundamental falar de segurança na escola”, alertou.
Finalizando a capacitação na parte da manhã, o desembargador João Batista Martins César, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, trabalhou com propriedade a parte conceitual do trabalho infantil, o que é, como ele pode repercutir de forma negativa na economia de um país e na vida social das famílias, dando especial atenção à cultura vigente no nosso país, que contribui para a manutenção da prática. “Quando a gente fala em trabalho infantil, nós enfrentamos o fator cultural, em que as pessoas já falam: ‘é melhor trabalhar do que roubar’, ‘é melhor trabalhar do que ficar na rua’. É uma coisa bipolar, parece que não tem outra coisa que a criança e o adolescente possa fazer. E tem. É para isso que a gente tem que lutar por uma escola pública de qualidade, atrativa e em tempo integral. Então esse deve ser o nosso foco, o nosso objetivo”, afirmou.
João Batista falou sobre as garantias constitucionais concedidas às pessoas menores de 18 anos e também sobre convenções internacionais e dispositivos legais, como o Estatuo da Criança e do Adolescente (ECA), que conferem proteção integral à infância. “O trabalho infantil deveria ser proibido no nosso país até os 17 anos, até que se complete o mínimo de educação que vai poder colocar o jovem no mercado de trabalho globalizado, em uma indústria que está chegando a 4.0. Então essa qualificação básica para a ingressão no mercado de trabalho é o espírito da lei”, disse, fazendo um comparativo com países como o Japão, onde apesar da idade mínima permitida ser de 16 anos, a grande maioria ingressa no mercado após cursar uma faculdade.
Na parte da tarde, os procuradores Luana Duarte e Paulo Crestana aprofundaram o diálogo na parte conceitual do trabalho infantil e conduziram uma oficina dinâmica sobre a aplicação do material didático do projeto nas escolas de cada município.
Dinamismo – o material didático do projeto “MPT na Escola”, a ser utilizado nas salas de aula, possui conteúdo rico e bastante orientativo, e pode ser aplicado por educadores utilizando um método dinâmico, por meio da utilização de histórias em quadrinhos e atividades em grupo. Durante a capacitação em Campinas, os representantes de cada município puderam experimentar na prática, em oficinas pedagógicas, o método de ensino oferecido no kit. O material busca a conscientização sobre os malefícios e mitos do trabalho infantil, romper barreiras culturais de permissibilidade do trabalho infantil, capacitar e sensibilizar sobre os direitos da criança e divulgar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Premiação – no final do ano letivo, os alunos que produziram trabalhos culturais com a temática trabalho infantil, previstos no conteúdo programático do projeto, concorrerão a prêmios em âmbito regional e nacional. Um júri composto por especialistas no assunto deve se reunir para julgar os melhores trabalhos, que serão premiados em cerimônia especial.
Números - No Brasil, 2,5 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos são trabalhadoras (quando somados 1,8 milhão aos 716 mil que trabalham para consumo próprio). Os dados mais recentes são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) contínua, realizada pelo IBGE em 2016. 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Prêmio MPT na Escola reúne vencedores em Campinas


Campinas – Uma cerimônia cheia de música, sorrisos e alegria marcou a entrega do Prêmio MPT na Escola 2017 (Etapa Regional) na tarde dessa sexta-feira, 23 de fevereiro, no auditório do Ministério Público do Trabalho em Campinas. O evento reuniu cerca de 100 espectadores, entre estudantes, pais, professores e coordenadores do projeto nas escolas públicas de oito municípios da região - Americana, Atibaia, Campinas, Indaiatuba, Limeira, Mogi Guaçu, Santa Bárbara D´oeste e Sumaré.
Conto, curta-metragem, desenho, esquete teatral, música e poesia foram as categorias premiadas, reunindo um total de 19 trabalhos de alunos da rede pública do Ensino Fundamental, todos abordando o tema trabalho infantil.

A solenidade teve início com a apresentação dos trabalhos ganhadores: os estudantes foram à frente para mostrar à plateia toda a qualidade e criatividade dos seus projetos. Em seguida, os alunos vencedores receberam medalhas, troféus e bicicletas, e os professores e coordenadores dos melhores trabalhos ganharam troféus e um tablet cada. Os músicos do Instituto Anelo, organização sem fins lucrativos que atende jovens em vulnerabilidade usando a música como ferramenta de transformação social, encerraram a cerimônia com uma bela apresentação.











O procurador e vice-coordenador nacional da Coordinfância (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente), Ronaldo Lira, ressaltou a importância de crianças e adolescentes assimilarem, através da arte, a mensagem do combate ao trabalho infantil. “É um motivo de satisfação e alegria muito grande para o MPT poder passar um pouco da sua mensagem, um pouco do seu propósito e a campanha contra o trabalho infantil, tão bem desenvolvida pelos professores e educadores, pelos alunos que têm a criatividade de produzir trabalhos culturais. Isso é maravilhoso”, afirmou.

O procurador e vice-coordenador regional da Coordinfância na 15ª Região, Paulo Crestana, falou sobre o protagonismo das escolas no projeto. “Tenho certeza que, em 2018, vamos conseguir ampliar o projeto MPT na Escola, deixando a temática do trabalho infantil mais presente nas escolas. A premiação é só a cereja do bolo. Tudo o que está por trás do que vai acontecer aqui é muito importante”, disse.  

Por fim, a procuradora-chefe do MPT Campinas, Maria Stela Guimarães De Martin, parabenizou a todos os que participaram do projeto. “Parabéns a todos e, principalmente, às crianças que foram premiadas”.




Hospital de Amor – O Hospital de Câncer de Barretos, o Hospital de Amor, instituição parceira do MPT, contribuiu para o engrandecimento da cerimônia, disponibilizando às crianças a carreta da Missão Gênese, uma estação móvel de prevenção e educação sobre o câncer, projeto custeado com verba destinada pelo acordo Shell-Basf.

As crianças da Casa Ronald, convidadas para o evento, puderam participar da experiência, pela qual aprenderam sobre saúde, prevenção do câncer e hábitos saudáveis por meio de uma divertida brincadeira que envolveu jogos e tecnologia utilizando realidade virtual e captura de movimentos.

Além da Missão Gênese, os representantes do setor de educação do Hospital de Amor apresentaram aos educadores e às crianças do Ensino Fundamental I o projeto “Crianças como Parceiras”, já implementado em diversas escolas públicas do interior de São Paulo. Trata-se de um projeto de prevenção de câncer junto às escolas que atinge crianças de 6 a 10 anos de idade por meio de ações educativas sobre estilo e hábitos de vida saudável para a diminuição de riscos potenciais do câncer, utilizando material didático e plataformas online.





Sobre o MPT na Escola - O MPT na Escola é um projeto criado pela Coordifância para incentivar o entendimento de pais e alunos da rede pública de ensino acerca da proibição do trabalho de crianças e adolescentes, e torná-los replicadores da causa. Para isso, o envolvimento da escola, por meio de sua diretoria e de seu corpo docente, mostra-se essencial na transmissão da mensagem, sempre apoiados por treinamentos e material didático desenvolvidos especialmente para este fim, fornecidos pelo MPT.

Nas escolas, os educadores apresentam o conceito de trabalho infantil, as formas de proibição e as normas protetivas da criança e do adolescente. Os alunos também aprendem que é proibido o trabalho antes dos 16 anos fora do sistema de aprendizagem, o trabalho noturno, insalubre, perigoso e aqueles contidos no decreto federal nº 6.481/08, que lista as piores formas de trabalho infantil. O conhecimento adquirido é transmitido pelas crianças e adolescentes por meio de trabalhos culturais. Os melhores são premiados em etapas regionais e nacionais. 

Trabalho infantil - A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 1,8 milhão de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos trabalhavam no país em 2016, com carga horária média semanal de 25,3 horas. Deste total, a maioria se encontrava em situação ilegal.

O estudo também mostra que cerca de 30 mil crianças entre 5 e 9 anos de idade trabalhavam em 2016, ao passo que cerca de 160 mil crianças entre 10 e 13 anos se ocupavam em trabalho ilegal. Deste contingente, apenas 26% receberam algum tipo de remuneração, sendo que o rendimento mensal médio foi de R$ 141 para os meninos e R$ 112 para as meninas.

A pesquisa mostrou, ainda, que 47,6% das crianças de 5 a 13 anos que trabalhavam em 2016 estavam ocupadas em atividade agrícola; 24,7% em segmentos como construção, indústria, transportes e serviços; 21,4% no comércio e 6,3% em serviços domésticos.

Os vencedores do Prêmio MPT na Escola 2017, por categoria, são:

Conto - Victor Faria Rodrigues (E.M. Rosiris Maria Andreucci Stopa, Atibaia);
Curta-Metragem - José Rodrigues Silva Barbosa, Stefany Ferreira Gomes, Janisson Bernardino da Silva, João Afonso Justino e Raí da Conceição (EMEF Professor Geraldo Sorg, Mogi Guaçu);
Desenho - Emily Cristina Rosendo Scotti (EMEF Professora Marina Aparecida Rogério Paschoalotti, Mogi Guaçu);
Esquete Teatral - Livia Montrazio, Emely Miguell Moreira, Vitoria C. C. Mendonça, Maria Eduarda Rodrigues Reis, Thaina de Oliveira Sobrinho, Ellen Vitória da Silva Vela, João Marcos Rodrigues, Guilherme A. de Souza, Yasmin B. dos Santos Guedes, Karla R. de Lima, Geovana O. Bueno (E.M Professora Maria José Cintra dos Santos, Atibaia);
Música - Beatriz Aparecida Bueno de Oliveira, Camili Diniz Souza, Giovana Morentini M. da Silva, Juan Bueno dos Santos, Nicolas Vinicius de Andrade Pinto Ribeiro, Raiane Fernanda Azevedo Meciano e Vinicius Augusto Barbosa (E.M Eva Cordula Vallejo, Atibaia);
Poesia – Pedro Alexandre dos Santos (EMEF Avelino Canazza, Campinas).

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Cerimônia de premiação tem data marcada

Olá!

A cerimônia de premiação da etapa regional do Prêmio MPT na Escola 2017 será no dia 23 de fevereiro, às 14 horas, no auditório da sede do Ministério Público do Trabalho em Campinas (Rua Umbú, 291, bairro Aphaville, Campinas).

Será uma tarde de música, descontração e muitas atividades bacanas voltadas às crianças (e também aos adultos!). O Hospital do Câncer de Barretos, parceiro do MPT, disponibilizará, para uso dos presentes, uma carreta toda equipada com computadores, óculos de realidade virtual e outras ferramentas lúdicas para educar sobre a importância de hábitos saudáveis.

Além dos alunos, os coordenadores e professores dos estudantes vencedores de cada categoria também receberão prêmios especiais. Aguardamos a presença de todos!

Abaixo, segue, mais uma vez, a lista dos vencedores do MPT na Escola 2017:

Conto
Título: Sonho de garoto
Escola: E.M. Rosiris Maria Andreucci Stopa
Município: Atibaia
Coordenador: Rariane Lima Abdrade Lalau
Professor: Ana Paula Scherer
Aluno: Victor Faria Rodrigues

Curta-Metragem
Título: O Trabalho Infantil Não É Brincadeira Não
Escola: EMEF Professor Geraldo Sorg
Município: Mogi Guaçu
Coordenador: Cesar Augusto Rodrigues e Priscila de Sá Riceto
Professor: Raquel Maltempi
Alunos: José Rodrigues Silva Barbosa, Stefany Ferreira Gomes, Janisson Bernardino da Silva, João Afonso Justino, Raí da Conceição

Desenho
Título: Infância De Espinhos
Escola: EMEF Professora Marina Aparecida Rogério Paschoalotti
Município: Mogi Guaçu
Coordenador: Anna Beatriz Martinho Rodrigues
Professor: Alzira Donizeti da Luz
Aluna: Emily Cristina Rosendo Scotti

Esquete Teatral
Título: Pesquisando o Trabalho Infantil
Escola: E.M Professora Maria José Cintra dos Santos
Município: Atibaia
Coordenador: Diego Henrique dos Reis
Professor: Ana Paula Scherer
Alunos: Livia Montrazio, Emely Miguell Moreira, Vitoria C. C. Mendonça, Maria Eduarda Rodrigues Reis, Thaina de Oliveira Sobrinho, Ellen Vitória da Silva Vela, João Marcos Rodrigues, Guilherme A. de Souza, Yasmin B. dos Santos Guedes, Karla R. de Lima, Geovana O. Bueno

Música
Título: Um Mundo Melhor
Escola: E.M. Eva Cordula Vallejo
Municípío: Atibaia
Coordenador: Débora Maria da Silva Dias Pereira e Rachel Teixeira de Carvalho
Professor: Bruno Alisson Silva, Ingre Bergman de Lima, Eduardo Shozo e Lucas Andrade
Alunos: Beatriz Aparecida Bueno de Oliveira, Camili Diniz Souza, Giovana Morentini M. da Silva, Juan Bueno dos Santos, Nicolas Vinicius de Andrade Pinto Ribeiro, Raiane Fernanda Azevedo Meciano e Vinicius Augusto Barbosa

Poesia
Título: Trabalho Infantil? Nunca!!
Escola: EMEF Avelino Canazza
Município: Campinas
Coordenador: Vilma Vieira da Silva Ferreira
Professor: Renata Felix Signorelli
Aluno: Pedro Alexandre dos Santos

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Cerimônia de premiação regional será no início de 2018

Olá!

Informamos que a cerimônia de premiação regional do Prêmio MPT na Escola acontecerá no início do ano letivo de 2018. A comunicação da data será enviada aos municípios participantes e também postada neste blog. A seguir, a reportagem sobre a premiação nacional, que aconteceu no último dia 11 de dezembro, em Brasília:

Brasília – “Vejo anjos sem asas nas ruas a trabalhar. Sua liberdade roubada. Sem direito de brincar”. Este trecho foi extraído do poema Infância Perdida, de Suzany Alcantara Lima, 14, aluna da Escola Marcelo da Cunha Araújo, em Reriutaba (CE). Ela foi a primeira colocada na categoria poesia no Prêmio MPT na Escola. “Aprendi que o trabalho infantil tem que acabar e as crianças tem que ir para a escola, não trabalhar”, conta. A cerimônia foi realizada na segunda-feira (11), na sede da Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT), em Brasília.
Foram 30 premiados de escolas públicas, entre os 51 finalistas. O concurso é dividido em seis categorias: conto, música, curta-metragem, desenho, esquete teatral e poesia. “O prêmio representa a finalização de um processo de reflexão sobre o problema do trabalho infantil. Um fato que deve ser enfrentado”, explica a coordenadora nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente, Patrícia Sanfelici, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Para ela, “o MPT na Escola concede às escolas e às famílias o poder de identificar um quadro de exploração, para buscar formar de reagir e solucionar a situação de forma individual e coletiva”.
A procuradora Jailda Eulidia da Silva Pinto, coordenadora nacional do concurso, agradeceu aos presentes. “Às famílias, por permitirem que as crianças estejam na escola; aos professores, por serem agentes de transformação; e às crianças, por, com pureza e delicadeza, comunicarem muito mais que os técnicos sobre os prejuízos do trabalho precoce”.
Prêmio – “A cada ano, a qualidade é melhor. Este ano, a quantidade de trabalhos inscritos aumentou. Houve maior participação dos municípios”, destaca o procurador-chefe substituto do MPT no Ceará, Antonio de Oliveira Lima, criador do prêmio.
Esta edição, teve 790 trabalhos inscritos, de 185 municípios, de nove estados brasileiros (RS, MG, SC, SP, PR, PA, MS, BA, CE). A seleção contou com 36 jurados, dentre procuradores do trabalho, representantes de organismos internacionais, de entidades e instituições parceiras na prevenção e erradicação do trabalho infantil.
Os ganhadores que alcançaram a maior pontuação em cada modalidade receberam R$12 mil. O Prêmio MPT na Escola distribuiu R$ 240 mil para os cinco primeiros colocados em cada categoria, distribuídos em partes iguais entre estudantes, professores orientadores, além dos coordenadores do programa na escola e no município.
O dinheiro provém de multas fixadas em termo de ajuste de conduta (TAC) e de indenizações pagas em ações civis públicas ajuizadas pelo MPT perante a Justiça do Trabalho no Estado de Pernambuco.
Com a palavra, os ganhadores
Na categoria esquete teatral, o trabalho vencedor foi “A criança, o espelho e o Peteca”. Ana Luiza Macedo, 10, participou da encenação, interpretando a madrasta. “A esquete fala sobre uma menina que é explorada pela madrasta, que é uma pessoa muito má. Ela ficou pobre, daí começou a explorar a criança. Aí a menina busca ajuda com o espelho mágico e acaba ficando livre da madrasta. É baseado na história da Branca de Neve. ”
A esquete também foi produzida pelos estudantes Alan Reinaldo Sena, Maria Júlia Ferreira da Costa, Alice Antunes da Silva, Nayelle Lima de Souza, Francisco Italo Freitas Ribeiro, Allana Barros Ferreira, Ana Luisa de Farias Oliveira e Ana Sophia Martins Ramos, da Escola de Ensino Fundamental e Médio Professora Maria Luiza, do Município de Fortim (CE). O grupo foi orientado pela professora Aldeniza Barbosa Lima da Costa.
A canção “Acredite Criança” ganhou na categoria música. Luna Santos, 15, conta como foi compor. “A gente procurou falar na música sobre a exploração porque aí já aborda tudo de uma vez. Foi uma surpresa quando ganhamos, porque a gente é do Norte e a região não é tão lembrada assim, muito raro isso acontecer. Aprendemos que o trabalho infantil não envolve só o trabalho, é a exploração infantil, essa que é a verdade. Porque não existe só a exploração envolvendo o trabalho, existe exploração sexual, psicológica. “
Ela se inscreveu no concurso com dois colegas: Breno Nascimento de Melo e Rafael Vitor de Araújo. Todos são alunos da Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Dilma Roosli, em Juriti (PA). O trabalho contou com a orientação dos professores José Luiz Gonçalves e Andreilson Andrade.
MPT na Escola
O MPT na Escola é a versão nacional de uma iniciativa que teve início no Ceará, ainda em 2008: o Programa de Educação Contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca).
A ganhadora da categoria desenho, Myrella Pacheco, 13, sabe bem disso. “Como o Projeto Peteca surgiu no Ceará, a gente fez primeiro começando no Ceará, como um raio de luz, iluminando todo o Brasil e a parte do Ceará é a mais colorida do mapa porque foi lá que surgiu o Peteca. Aprendemos que quando a gente vê alguém trabalhando, se quiser ajuda, pode procurar o Peteca.
Ela participou do prêmio com o colega, José Mikael da Silva. Ambos são da Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Gonçalves, em Beberibe (CE), e foram orientados pela professora Adriana Souza.
No programa, educadores ganham formação sobre o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, trabalho adolescente protegido e combate e prevenção do trabalho infantil. São convidados a criar planos de ação para suas escolas, na intenção de construir projetos, sempre acompanhados pelo MPT. O resultado é apresentado em encontros municipais e estaduais.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Publicado resultado final do Prêmio MPT na Escola 2017

Brasília – Contos, curtas-metragens, poesias, músicas, desenhos e esquetes teatrais foram as categorias do Prêmio MPT na Escola de 2017, que reuniu 51 trabalhos de alunos da rede pública do ensino fundamental, classificados na etapa nacional. Entre eles, uma comissão julgadora escolheu os cinco melhores de cada categoria, que serão premiados em solenidade promovida no dia 11 de dezembro, na Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília.
Nascido em 2009, no Ministério Público do Trabalho do Ceará, ele é o Prêmio Peteca, que se tornou nacional em 2015, como Prêmio MPT na Escola. Tem como objetivo fomentar a participação de crianças e adolescentes nas ações de mobilização, conscientização e prevenção do trabalho infantil, além de reconhecer e divulgar o resultado produzido pelos estudantes e a dedicação dos educadores envolvidos.
Para o procurador do Trabalho Antônio de Oliveira Lima, que coordena o prêmio, “trata-se de uma atividade extremamente importante para romper as barreiras culturais e desmistificar o trabalho infantil, que para muitos setores da sociedade é visto como um não-problema ou como um problema de menor relevância”. Ele destaca que a qualidade dos trabalhos é excelente, “tanto que os avaliadores têm dificuldade para selecionar", reconhece.
 Esta edição do prêmio contou com mais de 790 trabalhos, dos estudantes de escolas espalhadas por cerca de 185 municípios brasileiros. Aqueles que obtiveram as cinco melhores notas de cada categoria vão receber, como forma de incentivo e reconhecimento, os seguintes valores: R$ 12.000,00 para o 1° lugar; R$ 10.000,00 para o 2° lugar; R$ 8.000,00 para o 3° lugar; R$ 6.000,00 para o 4° lugar; e R$ 4.000,00 para o 5° lugar.
Para a procuradora do Trabalho Patrícia Sanfelici, coordenadora nacional de combate à exploração do trabalho de crianças e adolescentes (Coordinfancia), do MPT, "o prêmio MPT na escola, com a adesão cada vez maior de municípios, representa o ápice de um processo profundo de reflexão sobre o trabalho infantil, suas causas e os malefícios dele advindos. Essa reflexão tem um potencial de transformação social imensurável, que certamente contribui diretamente na redução dos índices de trabalho infantil que vem sendo constatados ano após ano", acrescenta.
O procurador Antônio de Oliveira Lima, do MPT no Ceará, parabeniza a todas as crianças e aos adolescentes que participaram, e agradece aos professores e familiares que os apoiaram nesse trabalho de enfrentamento e prevenção ao trabalho infantil, na medida em que contribui para conscientizar a sociedade.

Confira aqui (http://premiomptnaescola.blogspot.com.br/)  o quadro geral dos trabalhos vencedores, com os respectivos municípios e pontuação.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Vencedor da categoria Esquete Teatral é desclassificado; novo vencedor é escolhido

Boa tarde!

Lamentamos informar que o vencedor da categoria Esquete Teatral, na etapa Regional, do município de Americana, foi desclassificado pelo descumprimento do Ítem 5.5, alínea "a" que estipulava como número máximo de participantes 10 alunos. 

Sendo assim, temos um novo vencedor na referida categoria, um grupo de alunos do município de Atibaia: 

Município: Ataibaia 
Título: Pesquisando o Trabalho Infantil
Escola:: E. M. Professora MAria José Cintra dos Santos
Professora: Rosana Aparecida Bueno
Alunos: BEATRIZ APARECIDA BUENO DE OLIVEIRA,CAMILI DINIZ SOUZA, GIOVANA MORENTINI MENEZES DA SILVA, JUAN BUENO DOS SANTOS, NICOLAS VINICIUS DE ANDRADE PINTO RIBEIRO, RAIANE FERNANDA AZEVEDO MECIANO E VINICIUS AUGUSTO BARBOSA

Link para acesso: https://www.youtube.com/watch?v=Y2MBhdnlgag